Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica como o calendário hormonal influencia a qualidade das imagens e o conforto físico durante o rastreamento mamário.
Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica como o calendário hormonal influencia a qualidade das imagens e o conforto físico durante o rastreamento mamário.
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Saiba como o calendário hormonal influencia a qualidade das imagens e o seu conforto físico durante o rastreamento mamário

Como considera o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o corpo feminino passa por variações cíclicas que alteram a densidade e a sensibilidade do tecido glandular, tornando a escolha da data do exame um fator estratégico para o sucesso do diagnóstico. Muitas mulheres ignoram que a fisiologia mamária responde diretamente às flutuações de estrogênio e progesterona, o que pode resultar em exames mais desconfortáveis ou imagens de interpretação mais complexa se realizados no momento inadequado. 

Se você deseja otimizar sua experiência e garantir que o radiologista tenha a melhor visão possível da sua anatomia, entender essa relação é fundamental. Continue a leitura para descobrir como a visão técnica orienta a escolha do melhor período para realizar sua mamografia!

Mamografia e ciclo menstrual: A influência dos hormônios no tecido mamário

O ciclo menstrual é dividido em fases que promovem alterações estruturais significativas nas mamas, preparando-as mensalmente para uma possível gestação. Na fase lútea, que ocorre nos dias que antecedem a menstruação, os níveis de progesterona sobem, provocando retenção de líquidos e o ingurgitamento dos ductos mamários. 

Com a análise de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, entenda de que forma o calendário hormonal impacta o conforto da paciente e a precisão das imagens no rastreamento mamário.

Com a análise de Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, entenda de que forma o calendário hormonal impacta o conforto da paciente e a precisão das imagens no rastreamento mamário.

Conforme explica o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa congestão aumenta a densidade hídrica da mama, o que pode gerar uma imagem com menor contraste entre o tecido normal e eventuais lesões. Realizar o exame neste período não o torna inválido, mas pode dificultar a detecção de achados muito sutis, além de elevar consideravelmente o limiar de desconforto da paciente devido à hipersensibilidade característica da TPM.

Qual o melhor período para realizar a mamografia com conforto e precisão?

O consenso médico aponta que o melhor período para realizar a mamografia é durante a primeira fase do ciclo, preferencialmente entre o 5º e o 10º dia após o início da menstruação. De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, neste intervalo, os níveis hormonais estão em seus patamares mais baixos, o que resulta em mamas menos inchadas, mais maleáveis e significativamente menos sensíveis ao toque e à compressão. 

A redução do edema intersticial permite que o feixe de raios-x atravesse o parênquima com maior facilidade, gerando imagens de altíssima resolução. Dessa maneira, para mulheres que já entraram na menopausa, a escolha da data torna-se mais flexível, uma vez que as variações hormonais cíclicas cessaram. Nesses casos, o exame pode ser realizado em qualquer dia do mês, mantendo sempre a regularidade anual. 

Entretanto, para aquelas que ainda menstruam, o planejamento prévio do agendamento é uma ferramenta de autocuidado. Ao alinhar o exame com a fisiologia do corpo, a mulher reduz a ansiedade associada à dor e contribui para que o radiologista identifique microcalcificações ou nódulos sem a interferência da densidade hormonal transitória, elevando a segurança de todo o processo diagnóstico.

O impacto da escolha da data na redução de falsos-positivos

A realização da mamografia no período correto também auxilia na redução de reconvocações desnecessárias para exames complementares. Para o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, imagens obtidas em mamas muito congestas podem apresentar áreas de assimetria focal que, após a menstruação, desaparecem por completo. 

Evitar a fase pré-menstrual previne a interpretação de pseudolesões causadas pelo inchaço glandular. Ao seguir a recomendação cronológica, a paciente poupa a si mesma do desgaste emocional de um resultado inconclusivo que exigiria novas incidências ou ultrassonografias para descartar alterações que eram apenas funcionais e temporárias.

A relação entre mamografia e ciclo menstrual é um detalhe técnico que faz toda a diferença na jornada da saúde mamária

O corpo feminino é dinâmico, e a medicina diagnóstica deve ser aplicada respeitando essa natureza. Como pontua Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a precisão nasce do equilíbrio entre tecnologia e biologia. Ao agendar seu exame para a semana logo após a menstruação, você garante um procedimento mais confortável e um resultado tecnicamente superior. A prevenção é um compromisso contínuo, e realizá-la com inteligência cronológica é a melhor forma de assegurar que sua mamografia cumpra seu papel de proteger sua vida com o máximo de eficiência e o mínimo de desconforto.

Autor: Schubert Sabin

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