O impacto emocional da esclerose múltipla: da ansiedade à superação
Conforme destaca a Dra. Dayse Ketren Souza, a esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central e impacta tanto a mobilidade quanto a coordenação. No entanto, seus efeitos vão além do físico, afetando significativamente a saúde mental dos pacientes. O diagnóstico pode causar reações emocionais intensas, como ansiedade e depressão. Além disso, o tratamento constante e as limitações diárias podem agravar o sofrimento psicológico.
Neste artigo, vamos explorar como a saúde mental é afetada pela doença, além de conhecer estratégias eficazes para enfrentar os desafios emocionais relacionados ao diagnóstico e ao tratamento.
Como a esclerose múltipla afeta o bem-estar emocional dos pacientes?
O diagnóstico de esclerose múltipla pode gerar sentimentos de perda e incerteza, levando à tristeza e desorientação. Dayse Ketren Souza explica que a imprevisibilidade da progressão da doença intensifica o medo de piora, enquanto os impactos físicos, como fadiga e dificuldade de movimento, afetam a qualidade de vida e autoestima. Como resultado, esses fatores criam um ambiente emocional instável, que exige atenção para o bem-estar psicológico.
Além disso, a convivência com sintomas invisíveis da esclerose múltipla, como dor crônica e problemas cognitivos, pode ser especialmente difícil para os pacientes, pois eles muitas vezes enfrentam incompreensão por parte dos outros. Isso pode gerar um sentimento de isolamento, amplificando o estresse e a ansiedade. Nesse contexto, os pacientes podem sentir que não são capazes de se conectar com o mundo ao seu redor, o que afeta ainda mais sua saúde mental.
Quais os desafios psicológicos mais comuns entre pacientes com esclerose múltipla?
A ansiedade e a depressão são comuns entre os pacientes com esclerose múltipla, com até 50% dos diagnosticados apresentando transtornos psicológicos. A ansiedade geralmente surge do medo da progressão da doença e da perda da independência. Segundo a Dra. Dayse Ketren Souza, isso intensifica os sintomas, dificultando a adaptação à nova realidade. Portanto, o apoio psicológico é essencial para ajudar no gerenciamento desses sentimentos.

Dayse Ketren Souza
A depressão frequentemente surge como resposta ao impacto do diagnóstico e à frustração com as limitações físicas. Os pacientes podem se sentir desmotivados e perder o interesse em atividades antes prazerosas, o que pode resultar em isolamento social. Esse ciclo prejudica ainda mais a saúde emocional. Por isso, é fundamental que os pacientes recebam apoio psicológico adequado, o que ajuda a prevenir a piora do quadro e melhora a qualidade de vida.
Quais estratégias de apoio psicológico são eficazes no tratamento da esclerose múltipla?
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), tem se mostrado eficaz no tratamento de distúrbios emocionais em pacientes com esclerose múltipla. A TCC ajuda os pacientes a desenvolver estratégias para lidar com os pensamentos negativos e as emoções intensas, além de ensiná-los a reestruturar suas crenças sobre a doença e suas capacidades. Essa abordagem pode reduzir os níveis de ansiedade e depressão, promovendo maior adaptação à vida com EM.
Além disso, grupos de apoio, presenciais ou virtuais, são essenciais para a criação de uma rede de suporte social. Ao compartilhar experiências, os pacientes se sentem mais compreendidos e menos isolados. Atividades físicas adaptadas, com orientação profissional, também auxiliam na liberação de endorfinas, que ajudam a combater a depressão. Assim, Dayse Ketren Souza deixa claro que essas abordagens, quando combinadas com acompanhamento médico, são fundamentais nos cuidados mentais. .
A importância do apoio psicológico no manejo da esclerose múltipla
Em resumo, a esclerose múltipla impacta tanto o corpo quanto o bem-estar emocional dos pacientes. A Dra. Dayse Ketren Souza enfatiza que o diagnóstico pode ser um choque, e, com o tempo, é comum surgirem sintomas como ansiedade e depressão. Portanto, o suporte psicológico, como terapias e grupos de apoio, é crucial para lidar com esses desafios. Sendo assim, estratégias adequadas podem aliviar o sofrimento emocional e melhorar a qualidade de vida.
Autor: Schubert Sabin